domingo, 11 de Janeiro de 2009

O novo Blogue de Izidro Alves

HTTP://IZIDROALVES.WORDPRESS.COM

quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

Dar o salto!

Caros visitantes:

A partir de hoje o "a voz e as palavras" pára por estas bandas. Algumas questões técnicas e outras a nível estético levaram-me a tomar esta decisão. Quanto à parte do Izidro Alves, da qual eu sempre geri, irá ser criado um blogue próprio do autor independente do meu, mantendo a minha gestão sobre ele.
Desta forma continuarei no meu próprio blogue em http://pedromiguelalvez.wordpress.com

Brevemente estará disponível o novo blogue do Izidro Alves, o qual anunciarei no meu novo wordpress.

Para finalizar, em meu nome e em nome do Izidro, um agradecimento a todos os que mesmo não nos conhecendo pessoalmente apreciaram o nosso trabalho. Não será o fim dele, só vamos mudar de residência.

Bem - Haja

domingo, 16 de Novembro de 2008

Caeiro II

Fogo

Fogo é o que já vai no peito
Pelo químico que me inseris-te
Que me corre nas veias
E assim
Tenho vida

Pedro Alvez

sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

Caeiro

Sim
Eu estou aqui
E estou a pensar em ti
Deixei-te à três horas atrás
Mas aqui continuas
Num lugar que só tu sabes abrir
E eu fico assim, a sentir
A libertação que só tu me soubes-te transmitir.
Não podemos fingir
Este quimico que nos entrou no coração
E se dissolve pelas nossas veias
Correrá até onde?
Será que atingirá o auge?
Vem comigo, só comigo
Quero mostrar-te o caminho
Quero caminhar contigo
E ir ao infinito.
Só tu e eu
Caeiro, vamos cair num mundo
Só nosso
E saborear essa queda
Como se não houvesse amanhã
Meu desejo, minha forma de sobrevivência
Meu pensar, meu sentir, meu exemplo de vida
Sou maior contigo
E quero ser assim até ao fim da minha vida.


Pedro Alvez

terça-feira, 28 de Outubro de 2008

Sorriso verde

Hoje é sempre mais um dia
Mais do mesmo de ontem
Da janela o mesmo velho no vazio
E as moedas do guitarrista do rossio
Cá dentro tenho tudo e não tenho nada
Pois é no interior que encontro esse diamante
Que só o velho tem para dar de mão beijada
Quando voltar a passar por ti
Não deixo maquia
Fica com um sorriso verde
Até amanhã, e um bom dia!


Pedro Alvez

quarta-feira, 22 de Outubro de 2008

Simplesmente isto

Hoje, em que mais um se foi
Reafirmam-se mais motivos para viver
Esquecendo minorias estéticas
Valorizando valores éticos
Gozando a vida sempre com eles presentes.

Olhando para as flores do jardim
Com cores vivas
Sem demonstrarem sede
O bom dia que me dás
O sorriso que me irradias
E até a simples carta que me envias.

E é simplesmente por isso
Que tudo faz sentido
Como passar para um simples papel
Aquilo que sinto
Como faço neste preciso instante.

Acabo com um sorriso
Só queria dizer-te simplesmente isto


Pedro Alvez

sexta-feira, 1 de Agosto de 2008

Nas águas do verso - Já à venda !


Já é oficial ! Nas águas do verso - 100 autores 100 poemas já está disponível. Um livro muito importante para mim, pois é onde vejo editado o meu primeiro poema.
Quem assim o desejar, poderá encomendar pelo avozeaspalavras@gmail.com com o custo de 13€.
Estará também disponível com o mesmo custo, na livraria Byblos em Lisboa e na livraria Leitura no Porto.

Nas Águas do Verso é uma colectânea poética idealizada e coordenada por João Filipe Ferreira e Pedro Lopes.
Nesta obra é possível encontrar textos poéticos de 100 autores tão diferentes e tão iguais ao mesmo tempo.
Uma obra onde cada poeta expressa livremente as suas palavras, as suas emoções, visões e estados de espírito.
Em Nas Águas do Verso o leitor poderá navegar calmamente na beleza da poesia e da prosa poética, sem nunca perder o rumo, sem nunca se afogar nas palavras.
Com muito prazer, os autores oferecem-lhe esta obra que consideram ser tremendamente rica em poesia.

quinta-feira, 24 de Julho de 2008

Chego, encontro-te.
Mergulhas nessas águas
Que se abrem só para ti
Já nem sonho com regressos
Agarras-me de vez
Suave, envolvente, pena branca
És a paz e eu a euforia triunfante
Porque te vi, porque te senti
Porque és assim e estás ao pé de mim.
Coisas raras são as especiais
Tesouros intemporais.
Humildemente adormeço contigo
E cá dentro berro, expludo de alegria
Mas tu não ouves nada
Não te quero acordar
Sentimento sincero
Assim é, em silêncio.
Como cada noite
Aqui
Já, sem ti.


Pedro Alvez

segunda-feira, 14 de Julho de 2008

Nas águas do verso - Capa


Está quase caros leitores, é uma questão de dias e a antologia de poesia " Nas águas do verso " - 100 autores 100 poemas estará nas livrarias.
Aqui fica a capa final, que eventualmente poderá sofrer um o outro retoque, espero que gostem. (O meu nome está na 13ª linha a contar do inicio)

sexta-feira, 13 de Junho de 2008

Alzira

Eis que chega mais um poema! Desta vez desafiaram-me para brincar um bocadinho com as palavras.
Estive no passado fim-de-semana em Malhadas da Serra, aldeia onde o meu pai nasceu e onde vou regularmente. Desta vez fomos festejar o aniversário do meu pai e seu irmão gémeo Izidro Alves, que completaram os 50 anos de idade.
Ora o meu pai antecipadamente, lembrou-se que eu poderia escrever um poema em recordação à sua mãe (Alzira) por este meio século passado, em que me baseasse em episódios vividos no seu tempo de infância e ao longo da sua vida.
Este foi um poema que me deu imenso prazer escrevê-lo. Foi como se tivesse passado para a pele dos manos Alves através de histórias que o meu pai tem-me contado nos ultimos anos. Por momentos passei a ser outra pessoa, com outras raízes, com outra perspectiva de vida, com outra alegria...
Aqui fica o poema intitulado Alzira






Meio século passou
Quando na tapada do forno
Nossa mãe mostrou-nos a luz do dia.
Ao calor do fogão aceso.
O nosso lar em clima de alegria.

Nascemos num berço pobre
Mas o amor que o pai e a mãe nos deu
Sempre compensou qualquer bem material.
Foram tempos difíceis
Mas graças a Deus, não houve fome nem sede
E as ribeiras corriam para regar o nosso quintal.

Crescemos e entrámos na escola
Em dias de chuva a pé fazia-se o caminho até Pessegueiro
e tu Izidro, maninho irrequieto
Atiravas-me pedrinhas e furavas a lancheira
Que a mãe preparava com tanto carinho.

Tempos de criança passaram
Mas a nossa mãe continuava sempre a acompanhar
Ainda me lembro como se fosse hoje
Chegada a hora de cumprir serviço militar
E tu levavas-me à serra para a carreira eu tomar.

Mais tarde chegaram os tempos da capital
O nosso emprego, o lar e o Pedro - O neto mais novo que o pai ainda conheceu.
Tu mãe, continuas-te aqui nas Malhadas
E com saudade nos aguardavas até voltarmos à terra que nos viu nascer.

E agora aqui estamos mãe, eu e o mano a prestar esta homenagem
Pela grande mulher que foi, pela sua coragem e força de vida.
Estarmos hoje aqui não tem outra razão a não ser: Alzira.